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quinta-feira, 13 de junho de 2013

GESTÃO DE ESTOQUE


Gestão de Estoque ou Administração de estoques é uma área da administração das empresas, pois o desempenho nesta área tem reflexos imediatos nos resultados comerciais e financeiros da empresa. (Francischini et al., 2002).

O objetivo da gestão de estoque envolve a determinação de três decisões principais:
·         Quanto encomendar,
·         Quando encomendar;
·         Quantidade de estoque de segurança que se deve manter para que cada artigo assegure um nível de serviço satisfatório para o cliente.
Estas decisões assumem uma dinâmica repetitiva ao longo do tempo, e tornam-se complexas devido ao enorme leque de fatores envolvidos na tomada das mesmas (Benchkovsky, 1964, p. 689). Para resolver este problema utiliza procedimentos matemáticos e estatísticos entre eles:
·         Classificação dos itens estocados, em destaque a classificação ABC (Análise de Pareto) (Francischini et al., 2002, p. 97-102).
·         Estimativas de demandas, classificadas em dependente e independente.
·         Estimativas de parâmetros como Stock Máximo, estoque De Segurança (Francischini et al., 2002, p. 152-157), Ponto De Encomenda (Francischini et al., 2002, p. 159).
Todas as organizações, seja qual for o sector de atividade em que operem, partilham a seguinte dificuldade: como efetuar manutenção e controle do estoque.
Este problema não reside apenas nas empresas, mas também em instituições de carácter social e/ou de índole não lucrativo, visto os estoques existirem transversalmente na sociedade, sejam em explorações agrícolas,fabricantes, grossistas, retalhistas, mas também em escolas, igrejas, prisões e em todo o tipo de estabelecimentos comerciais. Apesar deste problema existir desde sempre, apenas no século XX se começaram a estudar e a desenvolver técnicas no sentido de lidar com esta questão, que se tornou mais relevante depois da Segunda Guerra Mundial, onde a incerteza era constante e que levou a que se dessem, de uma forma mais ou menos secreta, os primeiros passos na gestão de estoque. Se teoricamente, a gestão de estoque é a área das operações organizacional mais desenvolvida, a prática mostra precisamente o contrário (Tersine, 1988, p. 3).
Fazer com que um produto em estoque esteja constantemente pronto a dar resposta a uma encomenda de um cliente será uma boa definição para gestão de estoque. A sua boa gestão passa por satisfazer a exigência, satisfazendo também a componente economica (Zermati, 1986, p. 18).

Estoque de segurança
O estoque de segurança é determinado diretamente através de previsões. Não conseguindo serem estas previsões absolutamente exatas, o estoque de segurança irá funcionar como uma proteção quando a procura atinge valores superiores ao esperado. Como foi referido anteriormente as principais variáveis a ter em conta são a procura e o tempo de aprovisionamento designado também por prazo de entrega. É nestas variáveis que o estoque de segurança irá desempenhar um papel fundamental na medida em que a satisfação da procura terá que ser garantida nas situações em que o prazo de aprovisionamento é superior ao valor médio previsto, a procura é superior ao valor médio previsto e no caso de as duas situações acontecerem simultaneamente (Tersine, 1988, p. 184). É ainda importante referir a relação direta existente entre o aumento dos estoques de segurança e (Tersine, 1988, p. 188):
·         Aumento dos custos de ruptura e dos níveis de serviço;
·         Descida dos custos de posse;
·         Maiores variações na procura;
·         Maiores variações no prazo de entrega (tempo de aprovisionamento).

Custos da Gestão de Estoque

Custos de aprovisionamento

Corresponde ao custo de processamento da encomenda, que poderá ser a compra feita a um fornecedor, mas também aos custos associados à inspeção e transferência do material, assim como os custos relativos à produção (Plossl, 1985, p. 21).

Custos de posse

São os custos diretamente relacionados com a manutenção dos artigos em stock, poderão ser de obsolescência, de deterioração, impostos, seguros, custo do armazém e sua manutenção e custos do capital (Plossl, 1985, p. 22).

Custos de ruptura

Estes custos surgem quando não há material disponível para fazer face ao(s) pedido(s) do(s) cliente(s). Com isso, não só são gastas mais horas e trabalho na elaboração de novos pedidos, como em casos extremos poderá levar à perda do(s) cliente(s) (Plossl, 1985, p. 22).
Embora estes sejam considerados os três principais custos associados à gestão de estoque, Plossl (1985, p. 22)refere ainda um quarto grupo, designado por custo associado à capacidade, que são os custos relacionados com questões laborais como horas extraordinárias, subcontratações, despedimentos, formações e períodos de inatividade por parte do trabalhador. 
A gestão de estoque é uma ferramenta essencial para apoiar os principais propósitos de toda empresa: lucro e a satisfação dos clientes. “Quem faz um controle eficiente do estoque, frequentemente, consegue praticar melhores preços, atende com agilidade e tem mais qualidade no serviço prestado ou produto comercializado”, ressalta Reinaldo Messias, consultor do Sebrae-SP.  Ele explica que uma gestão de estoque feita de maneira adequada é aquela que, preocupada com o capital do negócio, está sempre respondendo a cinco questões básicas:
 Onde estocar?
Avalie o espaço físico da área de estocagem: escolha o ambiente, que permita as melhores condições de armazenamento, visualização, acesso e controle dos artigos.
O que está estocado e o que devo estocar?
Tudo pode, mas nem tudo deve ser estocado, principalmente, se for em quantidade não adequada com o consumo previsto. Tudo vai depender dos riscos que se corre em deixar acabar o item no estoque e o que este fato altera a relação com o cliente, considerando ainda o risco de sobrar material com validade inadequada ou fora de moda. 
Na prática: suponha que em sua loja de roupas num centro comercial qualquer, você tenha uma vitrine, iluminada por 10 pequenas lâmpadas, onde são expostos os artigos que você mais deseja comercializar. Você necessita ter lâmpadas em estoque? Provavelmente não, pois se alguma queimar você pode providenciar sua reposição a qualquer momento, além do que uma lâmpada a menos não fará grande diferença para o desempenho da atividade. Por outro lado, se a vitrine tiver uma peça que não haja no estoque, você perde chance de promover uma boa venda e deixa seu cliente insatisfeito.
Quanto estocar e por quanto tempo?
Pense nas seguintes regras para responder a essa pergunta: o estoque não deve estar alto quando o caixa (dinheiro disponível) está baixo; e o nível dos estoques deve acompanhar a venda dos produtos.
Quando se tem uma previsão de vendas para o próximo período e as quantidades estocadas de cada artigo, basta acrescentar o tempo e a quantidade mínima exigida pelo fornecedor para repor os artigos a serem estocados.
Na prática: supondo uma venda de 10 unidades de uma determinada linha de artigos por dia e se seu prazo para reposição for de três dias, deveremos fazer um novo pedido quando a quantidade percebida em estoque for de trinta unidades, mais uma segurança para eventuais atrasos. É sempre bom, periodicamente, criar rotinas para avaliar se o que tem nos controles condiz com o que existe na loja, atividade conhecida como inventário. Essa rotina verifica a quantidade de acertos ou desvios que ocorrem no seu sistema. Fique sempre atento!
Como controlar?
Um computador pode ajudar muito nesse controle, entretanto, a informática não inibe erros de entrada, saída ou omissão. Quanto maior o número de itens que você trabalha na loja, mais fácil se torna o controle através de sistemas informatizados, entretanto, a percepção visual do empresário ajuda muito a detectar os itens faltantes. É fundamental acompanhar diariamente toda a movimentação do que acontece nos estoques de sua loja, pois você já deve ter sentido que isso trará muitos benefícios à sua operação e evitará que possíveis furtos, ocasionados por colaboradores ou consumidores.
Vantagens da gestão de estoque:
 • Utilizar adequadamente o capital de giro do negócio.
• Evitar atrasos no fornecimento de materiais e componentes.
• Suprir as necessidades de vendas na medida da demanda.
• Evitar a obsolescência e desvios de produtos e materiais.
• Adequar-se às cotas de fornecimento.
• Liberar espaços produtivos.
• Identificar produtos que estão sem giro.
• Conhecer a influência do estoque nos resultados financeiros.
• Estratégia frente ao capital de giro e o atendimento a clientes. 
Dicas de Gestão de Estoques
• Planejar o estoque hoje é zelar pelo capital de giro amanhã!
• Inventários periódicos auxiliam na identificação de furtos ou desvios de estoques.
• O custo de aquisição dos artigos é importante. Mantenha-o sempre registrado!
• Sistemas informatizados ágeis facilitam controle, gestão e consulta aos estoques!
• Controle a validade e a aceitabilidade dos itens de estoques.
• Comprar bem é comprar o produto certo, na qualidade adequada, no tempo e na quantidade certa!
• O controle visual dos artigos estocados é tão ou mais importante que relatórios informatizados. 
“O estoque é o coração da empresa”
É isso que afirma Eliane Domini, proprietária da empresa de eventos Bar & Barman, sediada na capital paulista. “Por muito tempo pensava que o coração da empresa era o comercial, isso foi um grande erro”, diz e acrescenta “é no estoque que está o meu dinheiro, é ali que eu tenho lucro ou deixo de ter”. Eliane contou que toda semana pagava uma média de R$ 3 mil só de quebra de copo, que era alugado. “Passei a controlar o meu estoque de copos, tudo o que ia para o evento para saber quando, onde e porque estava quebrando. Hoje gastamos apenas R$ 100 com isso”, revela.
A empresa quase quebrou devido à falta de controle. Hoje, Eliane controla tudo, e conta com a ajuda da filha, mas ainda sofre o reflexo da época em que não fazia uma gestão do estoque. “Tem que ser uma pessoa de extrema confiança para fazer esse trabalho, um profissional completo. Ou então, faça você mesmo”, recomenda.
Controlar tudo possibilitou também que Eliane reduzisse o preço de alguns serviços oferecidos, “o retorno de bebidas não consumidas em um evento para o meu estoque fez eu enxergar que o lucro era maior. Antes, isso não acontecia, tudo o que saia da empresa não voltava. Não adianta vender superbem se o desperdício é maior. Eu eliminei compras exageradas. Tudo enxugou a partir do estoque. Passei a não ter tanto prejuízo”.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/http://www.sebraesp.com.br







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